SENNA: O QUE BERNIE FALOU PARA LEONARDO SENNA

Nos últimos quatro meses, eu re visitei, praticamente todos os dias,  aquele fim de semana trágico do Grande Prêmio de San Marino  de 1994 . E de diversas maneiras. Foi uma decisão consciente para tentar , finalmente , absorver melhor tudo o que aconteceu lá . E eu não me refiro apenas aos acidentes e as perdas. Falo também das reações e comportamentos das pessoas no domingo e nos dias que se seguiram.

Há , inevitavelmente , uma imensa quantidade de material escrito , fotos publicadas e vídeos postado. A internet está inundada de homenagens. Nestas últimas semanas tres semanas diversos programas de televisão foram ao ar,  meia dúzia deles só no Brasil. A Sky está mostrando em Londres um programa de uma hora todas as noites desta semana.  Há , certamente , uma grande quantidade de coisa boa (como já mostrei neste blog) , algumas memórias pessoais e tributos bastante sensíveis e bem escritos. Mas também há muita besteira, desinformação , histórias auto centradas – aquelas que parecem  ser mais sobre os que contam do que sobre os que viveram.

Acho difícil ler coisas como : ” Ayrton estava tranquilo naquela manhã, ele estava pensando em seu companheiro Ratzembergs motorista … ” Como é que alguém pode saber o que ele estava pensando ? “Ele não queria correr ” Mais uma vez, de onde eles tiraram essa informação? Todas as pessoas realmente próximas a ele são unanimes em afirmar que ele não tinha premonição nenhuma e que, em nenhum momento, falou que não iria correr. Alguns leram diversos livros publicados e / ou artigos, agregaram as informações e chegaram as conclusões. Ainda assim, estas informações devem ser tratadas como “De acordo com seu amigo fulano de tal , ele era assim.” Ou ” em seu livro, assim e assim está escrito que…. ”

O pior de todos para mim é: ” Bernie disse a Leonardo Senna que Ayrton estava morto ……” Algumas pessoas erraram o horário , outras o local – e isto transformou a história em algo completamente diferente- para se ajustar ao propósito de suas matérias.

Através deste blog, eu decidi contar algumas partes do que realmente aconteceu. Não tenho a intenção de apontar o dedo ou colocar a culpa . Quero simplesmente registrar o que realmente aconteceu , porque eu era uma das poucas pessoas que estavam lá, vivi de perto os acontecimentos daquele dia , na preparação para liberar o corpo , na viagem ao Brasil, no velório e no enterro.

Hoje, eu vou falar sobre aquela reunião. No interior do motorhome da então FOCA,  em 01 de maio de 1994 , estava o Bernie , a Slavica ( sua então esposa) , o Leonardo e eu.

Portrait of Bernie Ecclestone on a grid

Bernie Ecclestone

Leonardo e eu saímos dos boxes da Williams e caminhamos em direção a torre de comando do autodromo em busca de mais informações.  Quando nos aproximamos, Bernie estava saindo de lá. Ele olhou para nós e disse ao Leonardo , agarrando-o suavemente pelo braço e dirigindo -o para o motorhome.

“Eu preciso falar com você”

Eu traduzi  para o  Leo e caminhei junto com eles. Bernie virou para mim e disse .Voce não.”

Então eu expliquei. “O Leo não fala uma palavra de Inglês ” . Bernie balançou a cabeça e teve que aceitar , nos direcionando ao motorhome .

Quando entramos, Slavica já estava lá. Sozinha, muito abalada e chorando. Bernie se sentou no braço de uma poltrona;  nós dois no sofá em frente .

O Bernie disse que tinha notícias do Ayrton . Leo estava branco.

” Ele está morto ” , falou. Pensei por alguns segundos, “como eu posso traduzir isto  e dizer pro Leo de uma forma mais amena , considerando que ele só falou duas palavras ! ” .

Então eu me virei para o Leo e , da maneira mais gentil e carinhosa possível, eu falei : ”  Leo, eu sinto muito ter de te falar isto, mas ele está dizendo que o Ayrton está morto”

Leo ficou atordoado . Ele olhou para mim, depois para Bernie . Não disse uma palavra. Tive vontade de abraçá-lo. Ele começou a chorar. A soluçar. Ai o Bernie acrescentou :

“Mas nós só vamos anunciar mais tarde para não parar a corrida” . E eu traduzi para o Leo. Mesmo antes de eu terminar ele já estava descontrolado, chorando alto e tremendo. Eu realmente não sabia o que fazer. Eu nunca tinha visto uma dor tão crua.

Bernie levantou-se , pegou uma maçã e começou a conversar  com a Slavica, que chorava ainda mais alto. Levei alguns minutos para conseguir acalmar o  Leo. Ele ainda estava muito abalado e incapaz de dizer qualquer coisa quando eu lhe disse, mais uma vez da maneira mais gentil possível. – e segurando suas mãos nas minhas.

“Leo , eu realmente sinto muito. Nossa, de verdade. Nem sei mais o que dizer para você, mas uma coisa voce tem que fazer. Você precisa se recompor e ligar para seus pais no Brasil. Eles devem estar desesperados e não pode ser eu a lhes dar esta noticia. Eles precisam ouvir isso de você. Tenho certeza de que vai ser mais reconfortante para eles também ”

leonardo and Ayrton Senna sitting together

Leonardo e Ayrton

Expliquei isso ao Bernie e ele, imediatamente, ofereceu o telefone do motorhome. Leo fez a chamada.

Foi quando Martin Whitaker , o então assessor de Imprensa da FIA, entrou no motorhome.  Bernie e Martin conversaram por alguns minutos. Então Martin virou-se para mim e disse .

” O que eu disse na sala de imprensa é que Ayrton teve ferimentos na cabeça e foi levado para o hospital”

” O Bernie acaba de nos dizer que o Ayrton está morto “, eu respondi. Leo estava no telefone comunicando a sua família que o Ayrton tinha morrido , em lágrimas. E novamente muito abalado.

” Não, o que eu disse a imprensa é que ele teve ferimentos graves na cabeça ” , explicou Martin.

. ” Sim, eu sei disso, mas já sabemos que ele está morto ” , insisti , obviamente querendo dizer que ele não precisa nos dar o PR line ; que nós sabíamos a verdade. Martin fingiu não entender  e repetiu a mesma coisa.

Então, eu puxei-o para uma salinha menor na parte de trás do motorhome . Tínhamos trabalhado juntos uns anos antes , quando ele era o assessor de Imprensa da McLaren. Então eu pensei que poderia contar com o respeito dele .

“Martin , eu acho que você não entendeu  a delicadeza da situação. O Leo já contou pra família que o  Ayrton morreu. Eles já estão lidando com uma dor enorme. ”

” Betise , eu entendo isso. Mas eu disse à imprensa que ele tinha ferimentos na cabeça e foi para o hospital. Eu não disse  que ele está morto ”

” Sim, Martin, mas o que eu estou tentando dizer é que , se você insistir nesta postura, eu vou ter que sair desta sala , e ir dizer ao Leo que o Ayrton ainda está vivo e, consequentemente, dar a sua mãe e seu pai a esperança de que ele possa se recuperar. Uma esperança que não existe”

Martin foi categórico : ” Betise , ele não está morto. Esta é a informação que eu estou dando a todos. ” .

Saí da sala , contei pro Leo. Ele telefonou para o Brasil novamente e disse a sua mãe Neyde e pai  Milton . Passei as próximas cinco horas traduzindo , organizando, transmitindo recados e lidando com as esperanças e dores de Leo no hospital e da família no Brasil.  Só quando o Dr. Syd Watkins chegou ao hospital  ficou tudo esclarecido . Eu estava com a irmã do Ayrton no telefone me dizendo que eu deveria rezar, eu deveria ter esperança, Ayrton era forte. Eu simplesmente não conseguia faze-los compreender a gravidade da situação. Tirei o telefone da  orelha e disse pro  Syd. “É  a Viviane . Ela não acredita quando eu digo a ela o quão grave é o estado do Ayrton. Eu não sei mais o que dizer. Você poderia falar com eles. Tenho certeza que vão te escutar ” , eu disse . Syd olhou para mim. Ele estava visivelmente triste e com dor. ” Betise , não há esperança nenhuma. Ele já estava morto na pista” ( e passou a descrever alguns detalhes de suas lesões na cabeça , que eu não vou escrever aqui , em nome do bom gosto e em respeito à sua família e amigos próximos ) . Eu fiquei muda. Cabeça vazia. Simplesmente entreguei-lhe  o receptor.

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Senna and Syd Watkins - Martin Whitaker

Senna e Syd Watkins(acima)  – Martin Whitaker

About Betise Assumpcao Head

Communicator, specialized in Media Relations, Reputation, Crisis Management, corporate or individual. I started as a Sports Journalist (7 years, Mains newspapers and magazines in Brazil) turned into World Wide Press Officer (Senna 1990/1994), been to Games in Barcelona Atlanta, London & Rio 2016. Italy, Germany & Brazilian World Cups.

47 responses to “SENNA: O QUE BERNIE FALOU PARA LEONARDO SENNA”

  1. Celso Lemos says :

    Dear Betise,

    it is really great you to clarify about those moments.
    This is jus a short note for you and please apologize for putting my nose on your information. But I think the following is also important to add.
    I have a note which I demanded at that crucial moment. I asked Bernie to have was saying in written. The words were put in a little piece of paper and was made by Martin under Bernie’s request.
    I requested it because I knew all the implications that we would possibly have over Ayrton’s death in the future. The note was done after I talked to Bernie and pointed all the chaos we were having in those 15 minutes arguing about the lost of the most important racing driver in the world. I had kept the note with me.
    Few years later we could put together in a meeting Bernie and Senna family in São Paulo. At that occasion we had the opportunity to clarify all the points and hear from Bernie how much he suffered with Sennas’death and the awful moments we had. All understood no hard feelings left.

    Hope I could contribute. Take care and all the best.

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  2. Luiz Assumpção says :

    “SOMOS TODOS MACACOS”

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  3. Sandro Campelo says :

    Parabéns pela iniciativa ! …Estamos falando do maior ídolo nacional e seu momento de despedida. Isso é História !!! Independentemente das conseqüências, achei correto você ter a preocupação de vir aqui e declarar os fatos em detalhes.
    De tudo que eu li estes dias, esta revelação foi a mais importante, embora eu já imaginava que tivesse sido exatamente assim.

    Betise, desculpe-me se isso for indiscreto, mas um fato que ainda me deixa intrigado. Existem várias fontes que indicam que a barra de suspensão teria perfurado a testa de Ayrton do lado direito. Eu vi fotos do capacete marcado, porém a única foto que encontrei, mostra o rosto dele (deste lado) intacto após o acidente. Então te pergunto, é verdade esta historia da barra da suspensão ?

    Abs,

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  4. Lincoln Ramos says :

    Olá Betise,
    ótimo conteúdo adicionado aos fatos históricos daquele dia, a verdade sempre prevalece (ou deveria)
    Você tentou ajudar, mas a corrente que havia aqui no Brasil era de esperança, falavam em sequelas e tal, mas a esperança prevaleceu até as 14:00 (n lembro os minutos) quando anunciaram oficialmente. Triste pra família a desinformação, no momento, e pra sempre.

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  5. Rogerio Domingues says :

    Oi Betise! Coincidentemente lendo matéria sobre seu post na folha on-line, também a vi na SportTV. Infelizmente interesse financeiro prevaleceu a vida.. Se pudéssemos voltar no tempo,…não é mesmo??..Vivi a era Senna e é desnecessário comentar aqui o que ele nos proporcionou….Mas vida segue e nos resta a saudade e a certeza, que nosso campeão, tinha um coração imenso..Bem como rodeava-se de pessoas de bom coração.. Você é uma privilegiada…. Participo de um Canal de TV como comentarista esportivo – futebol – , em Americana, interior de SP. Publico também assuntos do Senna, pois sou fanzaço do nosso campeão. Tomei a liberdade de incluir link de seu blog em leituras sugeridas. Também, meu blog está disponível pra você caso queira enviar algum tema sobre o Senna, que aliás, ficaria honradíssimo com essa oportunidade.

    Desejo-lhe sucesso!

    Forte abraço!

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    • Betise Assumpcao Head says :

      Rogerio, fico contente que tenha escolhido meu blog como uma das leituras recomendadas! Obrigada. Não escrevi esta historia no blog para mostrar a todos que eles consideraram o problema financeiro mais importante do que o humano. Acho que foi bem mais complicado do que isto. Não esqueça que o Ayrton resolveu correr mesmo sabendp da morte do Ratzemberger no dia anterior ns mesmas circunstancias – morte na pista, reavivado com pulso (portanto saiu tecnicamente ainda vivo da pista e a corrida não precisava, deste modo, ser suspensa.

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      • Renata Aranha says :

        Muito bom Betise…nesses ultimos dias que só lemos e vemos noticiarios do Senna, é sempre bom ouvir e ler verdades verdadadeiras!!! Bjo Re

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  6. roberto pereira de souza says :

    Como jornalista, te cumprimento, Betise. Registro meu desprezo profissional ao assesor da Foca, Martin Whitaker, q construiu um fato, dando vida a Ayrton.quem mais teria participado da farsa, p salvar o show da transmissao?

    De Ecclestone nada se pode esperar . Mas o briefing de midia foi manipulativo e mentiroso…vergonhoso p um jornalista.

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  7. Roberto says :

    Meus parabéns pelo seu trabalho e história.
    Saberia dar mais detalhes sobre o motivo da ida de Leonardo a Ímola, e as 6 horas de gravações de conversas telefônicas que ele supostamente apresentou para Ayrton?

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    • Betise Assumpcao Head says :

      Obrigada. Roberto. Eu sei mais do que gostaria. Muitas histórias eu ainda vou publicar. Mas outras não são para conhecimento publico. Não acrescentariam nada e, o mais importante, Ayrton não merece esta invasão de privacidade. Além disso, não acredite em tudo que lé por ai.

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    • Ana says :

      Roberto, o fato de Batise sempre falar de Adriane com respeito e carinho, já é uma resposta dela a essas fofoquinhas e intrigas. Como ela disse, não acredite em tudo que você lê por aí.

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  8. Antonio Ribeiro says :

    O relato de Betise, é uma contribuição à Historia. Em ultima instancia, revela como as coisas acontecem nos comando da Formula 1, sob controle de Ecclestone. O regulamento, foi transgredido, na medida em que ele sustenta interrupção na prova quando há morte de um piloto. Ademais, houve omissão da verdade para se ganhar tempo. Contudo, é bom que fique claro que a retomada da corrida após a interrupção, não teria salvo a vida do Ayrton Senna e nada que foi ou deixou de ser feito após o acidente teria trazido de volta a vida do piloto brasileiro. Ele morreu imediatamente o choque.

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    • Betise Assumpcao Head says :

      Exatamente, Antonio. Mas a manutenção de pulso , acredito, caracteriza existencia de vida. TEcnicamente, a corrida poderia continuar. E mais um detalhe relevante. O mesmo tinha acontecido no dia anterior com o austriaco Ratezemberger e Ayrton resolver correr.

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  9. Antonio Ribeiro says :

    Cara Betise, permita-me uma informação técnica. Desde 1959, depois de uma reunião internacional de neurologia, foi demonstrado – e para espanto geral – que é a ausência das funções cerebrais e não a parada cardíaca que atesta a morte. Portanto, mesmo que o piloto tivesse “pulso” Bernie estava tecnicamente certo. Ele estava morto.

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    • Betise Assumpcao Head says :

      UAU!! Obrigada pela informação. Pelo que lembro o hospital so’ declarou a morte cerebral no final da tarde. Aiai, ficando cada vez mais obscuro. Pessoalmente, para mim, muda pouco. Não tinha volta desde o acidente. E saí de la’ para o hospital querendo acreditar que ele estava vivo.

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      • Antonio Ribeiro says :

        Repare, é possível recuperar um paciente depois de parada cardíaca. No entanto, a perda das funções celebrais é irreversível. Sempre bom lembrar que no chamado “estado vegetativo” há função cerebral. Quando o Dr. Syd descreveu as lesões na cabeça apesar do piloto “ter pulso”, ele justificou tecnicamente porque estava morto. Há casos em que as operações de sístole e diástole continuam acontecendo por simples, digamos, forca mecânica. Pode ter o caso do Sena. Em resumo, o cérebro parou, mas o coração continuou batendo. Em um outro aspecto, desta vez, filosófico e poético, é o derradeiro dado que atesta o Senna “larger than life” por quem nossos corações continuam batendo depois da morte.

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  10. Eduardo Tessler says :

    Querida Betise,
    Enfim reencontro você – ainda que virtualmente. Saudade dos tempos da F-1 e das “pastas e vinos” que tantas vezes curtimos perto das pistas.
    Lindo – e necessário – exercício de memória esse seu. Os donos do poder são assim mesmo. Se Neymar tiver uma convulsão e morrer no gramado do Maracanã no dia da final da Copa a notícia só será dada bem depois da entrega do trofeu.
    Me passe seu e-mail e a gente fala.
    Beijo!

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  11. Guilherme says :

    Oi, Betisse
    Em primeiro lugar, parabéns pela iniciativa e pelo Blog. Fico muito feliz que você esteja ajudando, nós, brasileiros comuns a conhecer mais um pouco da história deste grande ídolo.

    Fiquei pensando qual seria sua opinião sobre a real causa do acidente, uma vez que você esteve envolvida também no processo de investigação.

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    • Betise Assumpcao Head says :

      oi Guilherme. Opinião e’ pra mesa de bar. Muitas especulacões. Eu sou uma pessoa pragmatica e de bom senso. Os fatos apontam pra uma fatalidade; uma combinação de fatores.

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      • Guilherme says :

        Certo. Estes fatores hoje estão claros? Ex: Quebra na barra de direção, perda de pressão aerodinâmica…

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  12. Marcelo Oliveira says :

    Parabéns pela postura em colocar à limpo algumas histórias desse dia.
    Temos dezenas de casos onde o fator financeiro se sobrepôs ao fator humano. Infelizmente!
    Forte abração.

    Marcelo.

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  13. Thiago Tatim says :

    Betise, muito obrigado por nos trazer estas informações, assim sabemos, 20 anos depois como de fato as coisas aconteceram, de certa forma, foi melhor saber agora que ele veio a falecer na pista e, que não ficou sofrendo no hospital até o momento fatidico. Obrigado mais uma vez por dividir conosco, fãs e leitores desconhecidos, sobre os momentos terríveis que vocês passaram naquele 1º de maio.

    Um grande abraço.

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  14. Nelson Barreiros Neto says :

    Betise, parabéns pela coragem.
    Já tinha lido à respeito desta reunião (se é que podemos chamar assim) com Bernie mas havia desencontros de informação.
    Parabéns novamente por esclarecer isso e trazer à tona o quanto de bobagem se escreve e fala-se sobre Ayrton, aquele negócio de premunição, de se despedir do carro naquela famosa imagem dele segurando o aerofólio traseiro…
    Meu Deus, quanta bobagem, quanta besteira, Ayrton não precisa e não merece isso.
    E sobre a decisão de correr, nunca, nem em por um décimo de segundo eu duvidei que sua decisão era correr. Ele era profissional demais pra não correr na situação que estava o campeonato, e o melhor de tudo, morreu fazendo o que amava e no seu auge.
    Foi muito bom ler seu texto.

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  15. Lucas Christofori says :

    Boa tarde Betise. Procurei muito pelo seu blog, porque sabia que aqui estariam informações verdadeiras sobre o episódio apático e trágico que foi aquele 1º Maio 1994.
    Muito obrigado MESMO, pela sinceridade nos fatos relatados,agradeço o fato de poder saber de muitas coisas de uma pessoa da qual não poderei conhecer,das histórias que sei que jamais terei oportunidade de saber, por serem de sua vida íntima. Mas sei que você nos proporcionou algo que nunca teríamos chance de saber,algo confidencial. Obrigado mais uma vez.

    Att Lucas Christofori

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  16. André Miguel Cordeiro de Souza says :

    Olá Betíse,somos todos fãs do Ayrton e sabendo como ele era um cara superprofissional e dedicado a performance e acerto do carro te pergunto como jornalista e ser-humano: O Ayrton sabia da soda na sua direção(willams) e os problemas que a direção eletrônica poderia causar, relato isso por que ele era tão detalhista e como vc o conhecia de perto e profundamente?

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  17. Paulo says :

    Betise,

    Parabéns por contar a versão real dos fatos e por todo trabalho que você desenvolveu naqueles anos. Certamente você teve participação crucial na construção da imagem do Senna durante os anos em que trabalharam juntos e toda repercussão que o nome dele ainda causa dentro e fora do Brasil de certa forma atestam a magnitude e qualidade do seu trabalho.

    Em um dos comentários você colocou “Isso é papo para mesa de bar” ou algo semelhante.

    Um papo de bar com você certamente vale ouro e deveria durar muitos dias…rsrsrs

    Não consigo imaginar a quantidade de histórias bacanas e fatos desconhecidos pelo público que você tem para contar sobre o Senna e toda Fórmula 1!

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    • Betise Assumpcao Head says :

      Claro que tenho muitas historias e uma conversa de bar e’ a coisa mais deliciosa ,ne”? o que quis dizer era que algumas coisas são historias, especulacões, intrigas, que a gente conversa no bar. Não são para publicar como se fossem verdade. Apesar de muitos dos meus coleguinhas da imprensa o fazerem

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  18. Fernando Parlangeli says :

    Betise, imagino o quão difícil e com certeza um dos piores momentos, pois você ficou no meio de uma situação muito triste, mas com uma esperança de ainda tê-lo vivo. A confirmação do Dr. Syd deve ter sido um golpe duro, um nocaute, pois estava justamente com Viviane no telefone. Parabéns pela coragem de descrever esses momentos.

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  19. Thiago says :

    Andei lendo os demais posts e curti o blog. Vou acompanhar os próximos posts. Parabéns!

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  20. Petrus Portilho says :

    Olá Betise!

    Você não tem ideia quanto tempo procurei por você nos meios de comunicação virtuais nesses ultimo anos, e quando o Flavio Gomes publicou o link para o seu blog eu quase surtei, inacreditável !!!!

    Suas publicações são de valor inestimável para quem teve, de certa forma, a vida influenciada pelos acontecimentos de Maio de 94, na época eu tinha 17 anos e passava por uma fase complicada, abracei o automobilismo como poucos e justo naquele ano o Ayrton faleceu, foi complicado demais.

    O Senna não foi e nunca será um herói para mim, mas é um cara que tinha um profissionalismo exemplar que influenciou muito minha vida profissional, porém eu só descobri ele lado dele fuçando muito, estudado muito sua carreira, desde o Kart até seus negócios pessoais e, pelo que me lembro, você apareceu no contexto entre 90 e 91.

    Trabalhei no segmento esportivo por mais de oito anos entre Reebok, Mizuno, Rainha e Topper e atualmente, após uma guinada inexplicável estou há sete anos na Honda atuando na área de Pós Venda, não acredito em coincidências, assim como o Ayrton demonstrava sempre achei que quando Deus quer algo e você corresponde Ele tem o prazer em nos dar, por isso que trabalhar na Honda considero como um presente, assim como seus relatos sobre seu convívio com o Ayrton depois de 20 anos soaram como um presente.

    Já li seus quase todos seus posts e vou ler todos novamente, gostei demais de um link com algumas fotos que, por incrível que pareça tenho alguns itens guardados que estão relacionados as fotos como uma copia de cheque feito pelo Ayrton para retirar aquela Ducati vermelha do aeroporto de Viracopos, relatos de uma aventura de um gerente aqui da Honda para entregar o NSX que foi entregue ao Ayrton com travas na suspensão e tivemos o seguinte parecer dele “Não foi esse carro que testei em Suzuka”, foi uma correria depois para arrumar e re-entregar o carro.

    Enfim, Betise, foi um presentão que você nos deu com seus posts, continue colocando mais material, claro, dentro do que é publicável, pois você esteve no epicentro do furacão, ninguém melhor que você para acabar com fantasia global criada em torno daquele dia, acho que no final das contas o acidente foi uma fatalidade somadas a um carro ruim, acidentes, morte e “ problemas pessoais” onde qualquer ser humano estaria com aquela fisionomia antes da prova, pelo menos essa foi minha percepção, infelizmente.

    Muitíssimo obrigado por dividir com a gente esse pedaço da sua vida!

    Abraço

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    • Betise Assumpcao Head says :

      Petrus, que bom que voce esta’ gostando . E fico muito satisfeita em saber que essas minhas histórias está ajudando as pessoas a entenderem melhor o Ayrton. Fico mais contente ainda em saber que o Ayrton não e’ um heroi pra voce. Me incomoda um bocado essa visão. Ayrton foi , sem duvida, uma pessoal especial. Mas, especial, não é sinonimo de perfeito, nem de bom ou supernatural. Ayrton era um homem com as mesmas duvidas, imperfeicões e angústias da maioria de nós. Mas ele nunca desistiu de tentar ser melhor. E tinha um talento incomensurável num carro de corrida.

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  21. Bruno Brandao says :

    Viver o tempo e época que o Ayrton viveu, foi um privilégio.
    Vc Betise, que viveu e conviveu com Ayrton é uma felizarda.
    Abraços e parabéns pela coragem.

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  22. nadiele oliveira says :

    Olá Betise

    Obrigado por dividir esses momentos com a gente .Parabens pela iniciativa Ayrton maior idolo desse país.Nossa esses relatos saõ reliquias é precioso demais!vc é uma privilegiada de ter convivido e trabalhado com ele.Existem muitas historias sobre aquele maldito dia.A morte do Ayrton não foi uma fatalidade foi inrresponsabilidade e isso ficou provado.Eu ja imaginava que tinha sido exatamente desse jeito.Acho abobinável e despresivel a atitude do Whitaker e de todos que participaram dessa palhaçada,como puderam ser tão insensiveis? tava assistindo um documentario em que um piloto dizia que o maior arrepedimento dele foi ter corrido aquele dia ,ele disse que deu mais 50 voltas sobre o sangue de Ayrton porque ele foi avisado que o Ayrton tava bem.Na minha humilde opinião aquela corrida era pra ter sido cancelada. Senna naquele dia tragico iria correr pra fazer uma homenagem,segundo Galvão Bueno ele disse que iria ganhar a corrida pelo ratzenberger.foi essa a maneira que ele achou pra respeitar a memoria do companheiro.Um comentário seu me chamou bastante atenção em que diz que se incomoda com a visao do Ayrton ser considerado um herói, respeito as opiniões principalmente a sua que conhecia convivia com ele,mas considero ele um heroi!porque pra ser heroi não precisa ser perfeito, ele como nós tinha defeitos,duvidas triistezas etc mas isso é inrrelevante existe algo maior e inexplicavel como amor carinho admiração,nem sei explicar é incrivel.Seus feitos e suas memorias não se perderam,o sentimento naõ mudou as alegrias que ele nos propocionou a dor da perda é como se ele fosse um parente que morava longe e que a gente não pôde conhecer.é um sentimento muito bonito e inexplicável.Entenda que isso não é uma critica é apenas meu ponto de vista,novamente quero te agradecer por compartilhar esses post e por favor continue dividindo suas lembranças estarei te acompanhando, e parabens por sua força naquele dia terrivel.

    um abraço

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  23. Prof. Ricardo Duarte says :

    Prezada Betise,

    acredito que o Maior Legado que o Senna tenha deixado para as Gerações Futuras seja o da Superação Pessoal dos Próprios Limites! ( o que normalmente apenas os “Super-Heróis” conseguem, e num plano meramente imaginário ), e que o Ayrton alcançava de fato em nosso plano Real e Concreto, a cada uma das Magistrais Pole Positions ou Vitórias sob as condições Mais Adversas ( e que seus demais companheiros de profissão não conseguiam alcançar de forma tão Intensa ou Brilhante como nosso saudoso campeão ).

    Talvez por suas conquistas terem muitas das vezes ocorrido de forma Mais do que Espetacular ( decorrentes em boa parte de sua Imensa Tenacidade Muito acima da Média em procurar se superar ), o Mundo tenha associado a ele a imagem de um “Super-Herói”, pois somente os Grandes Heróis demonstram Capacidades Muito Acima da Média, razão pela qual acabam por ser Idolatrados.

    É interessante notar que 20 anos após, o “culto” a Super-Heróis encontra-se ainda mais disseminado, haja visto os estrondosos sucessos como o dos personagens da Marvel ou DC Comics transportados para as Grandes Telas ( de modo que se ele estivesse no auge de sua carreira em nossos dias, o Reconhecimento de seu Inegável Talento alcancaria uma parcela ainda maior da população de nosso planeta ).

    Ter conseguido “Conquistar” o Mundo nos anos 90, mostra-se portanto um feito de ainda Maior relevância, ilustrando apenas a Enorme Grandeza de sua Capacidade Profissional, capaz de continuar a Motivar muitas novas gerações.

    O exemplo dado pelo Senna, de que com Boas Doses de Real Dedicação e Vontade é possível a Superação dos Próprios Limites, marcou profundamente minha vida ( na época com pouco mais de 30 anos, idade muito próxima a do Ayrton ).

    Arrisco-me a dizer que entre todos os demais pilotos, o Senna era o único ( senão um dos poucos ) que corria Principalmente contra Si Mesmo, pois a cada volta além de buscar ultrapassar seus adversários, ele via de regra acabava Superando a Si Próprio, corrigindo eventuais erros cometidos na volta anterior.

    Exemplos similares de Superação dos Limites e Desafios impostos pela Natureza, foram os que sempre levaram a Humanidade a seguir cada vez mais adiante, principalmente em campos como os da Ciência, em que até hoje se reverencia a Grandeza e Genialidade dos “Gigantes” do passado, e que com muito menos recursos tecnológicos, conseguiram “enxergar” novos horizontes, bem além do tangível e usualmente imaginável por seus contemporâneos.

    Tive a Honra e o Privilégio de poder ser Orientado em meu Doutorado por dois Membros da Academia Brasileira de Ciências, de modo que posso afirmar que Exemplos de Superação como os do Senna e de nossos Ilustres ( porém pouco conhecidos ) Gigantes do Saber, seguramente induzem consigo uma contribuição Muito Além do Esperado, qual seja a de transmitir e compartilhar a Motivação a nossos semelhantes ( especialmente os mais novos, e que Fascinados com a Capacidade Acima da Média de seus Mestres, algum dia acabarão por igualmente seguir os mesmos passos, Conquistando uma Nova Legião de Seguidores, tão ou mais Motivados que seus antecessores ).

    Assim vem sendo por inúmeras gerações, sendo justamente por isso que conseguimos deixar a era das cavernas.

    Me atenho agora a duas questões que sempre permaneceram uma incógnita para mim, que pude assistir ao trágico desfecho de todo aquele dia apenas pela TV.

    Será que algum Médico especialista teria uma explicação para o Breve movimento com a cabeça que ele chegou a esboçar por uma fração de segundos ( captados pelas cameras ), e que na época chegaram a dar uma falsa expectativa de que ele pudesse estar inicialmente apenas desacordado.

    Acredito agora pelo que voce oficialmente confirmou, partindo da declaração do Ecclestone ao irmão do Ayrton, de que o Senna veio a falecer no autódromo, de que talvez aquele Breve Movimento captado pelas cameras, possa ter sido de fato o último momento da presença de nosso Querido Aytron em Nosso Plano.

    Outra questão que não deixou minha mente desde aquele dia, foi saber de fato o que se conseguiu apurar com os dados disponíveis da telemetria.

    Muitos se concentraram apenas na possível causa do acidente, como a ruptura da barra de direção.

    Preocupei-me sempre muito mais em procurar saber qual teria sido a reação do Senna, como o Excepcional piloto que era, ao perceber que algo de mecanicamente errado havia com a Williams, no exato instante em que começou a perder a tangência da curva.

    Recordo-me vagamente de que ficou comprovada uma Brusca Desaceleração frações de segundos antes da colisão.

    Acredito que na Imensa Eternidade dos breves milisegundos que se sucederam a quebra da direção, ao ser percebida pelo Ayrton uma falta de controle no carro ( certamente causada por uma falha mecânica ), que ele possa ter alem de freado, procurado reduzir a marcha, de modo a ampliar ainda mais a redução de velocidade, por meio do freio motor.

    Se estes foram os fatos, não me recordando ao certo de uma reportagem ( se não me engano do Discovery Channel ), de que se talvez o Senna não tivesse dado sua Última demonstração de Genialidade, ao recorrer a mudança de marcha de modo a aumentar a desaceleração ( por meio do freio motor ), de que talvez o angulo de impacto pudesse ter sido ligeiramente diferente, o que neste caso muito provavelmente nosso Eterno e Saudoso Grande Campeão ainda estivesse conosco até hoje.

    Vou ficando por aqui, Parabenizando-a pela franqueza de Expor ao Mundo uma Verdade que permaneceu “nebulosa” por tanto tempo.

    De minha parte prefiro acreditar que por algum Motivo, proveniente de um Plano Muito Superior ( ao nosso ), de que aquele era chegado o seu Dia de nos deixar, independentemente do que mesmo com sua Mais do que Genial Capacidade pudesse fazer no sentido de procurar evitar, o que no meu modo de ver, acabou se mostrando derradeira e infelizmente inevitável, até mesmo para o Grande Ayrton Senna da Silva.

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  24. Fabio Cavalcanti says :

    Betise o que posso dizer é para mim foi um privilégio ver o Ayrton na pista. Acompanhar as manhãs de domingo. Ayrton foi para mim e é até hoje é uma inspiração. Um exemplo de alguém que realmente amava o que fazia e se dedicava ao extremo. Os resultados eram conseqüência direta da sua dedicação.
    O meu pensamento é: se para mim foi privilégio ver ele correr, para você foi algo ainda maior pois você pode trabalhar diretamente com ele, conhecer mais detalhes da sua personalidade. Seria muito bom se você algum dia escrevesse um livro. Adoraria saber mais sobre ele, pois todos sabemos como Ayrton era uma pessoa reservada.

    Abs e muita saudades do Ayrton.

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  25. Marcelo says :

    Olá Betise !

    É um presente inédito ter acesso a estas informações .

    É verdade que os ingleses não aceitavam as manias

    perfeccionistas de Ayrton ?

    Betise , como era o relacionamento de Senna com o engenheiro

    David Brown , Patrick Head , Ian Harisson , Richard West , Ann Bradshaw e

    os demais integrantes da equipe Williams .

    Muito obrigado .

    Parabéns

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    • Betise Assumpcao Head says :

      Marcelo. Que bom que voce gostou das histórias. Quis mostrar um lado do Ayrton não tão conhecido. Muitas perguntas!! Não é verdade que ingleses não gostavam das ‘manias’ – nem sei exatamente ao que voce se refere. Mas os ingleses admiravam muito a dedicacão, talento e profissionalismo do Ayrton e sabiam que ele trazia vitórias e sucessos. A relação dele com todos da Williams foi muito superficial morreu no inicio da temporada e mal conhecia estas pessoas. David Bron ficou péssimo e o engenheiro do carro do Damon HIll deixou a F1 logo depois.

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      • Marcelo says :

        Betise . Muito obrigado , é uma relíquia obter estas informações .

        Sobre a pergunta perfeccionista , a mesma se refere a um BOOK lançado

        ( OBRIGADO AYRTON ) . AUTOR : Paolo D`alessio – Actualfoto , aonde

        o mesmo relata um ambiente diferente aonde Senna vivia na Mclaren .

        Leia este trecho do livro : AYRTON O HERÓI REVELADO .

        AURTOR : ERNESTO RODRIGUES :

        IMOLA : Senna queria estar logo com Adriane em Portugal e
        justificou ao velho amigo Jo:
        – Espero que você não repare eu estar te ligando e te pedindo esse
        favor, agora que saí da McLaren. É que esse pessoal da Williams
        não faz nada pelos pilotos. Somos apenas empregados.
        Julian Jakobi confirmou que o sentimento, entre engenheiros,
        mecânicos e funcionários da McLaren, nos primeiros meses de
        1994, era de que Ayrton, mais cedo ou mais tarde, voltaria a correr
        pela equipe:
        – A McLaren cuidava dos pilotos de um jeito especial e Ayrton
        gostava muito disso.
        E não havia como negar que o clima estava difícil naquele início de
        temporada. Ayrton deixou claro que não tinha uma boa impressão
        do carro, apesar das mudanças que estavam começando a dar
        resultados. Os carros tinham muita pressão aerodinâmica por
        serem muito colados ao chão e não eram fáceis de dirigir. Eram
        ariscos. Nas palavras de Patrick Head:
        – Ayrton esperava sentar no carro e ser um segundo mais rápido
        que todo mundo. Estava desapontado e não foi particularmente
        gentil. O tempo todo ele parecia dizer: Virem-se. Me dêem um
        carro como o que vocês fizeram para o Mansell.

        Betise , desde criança sempre fui seu fã , de Senna e da Williams .

        Foi um momento muito especial vê – la ao lado de Senna na melhor

        equipe do Mundial .

        Sempre admirei a equipe Williams , sua estrutura e organização .

        Betise , você poderia contar mais detalhes como por exemplo :

        O GP DO PACÍFICO DE 1994 , BASTIDORES , O CLIMA QUE

        ANTECEDIA O GP , OS TREINOS , MOMENTOS ANTES DA LARGADA ,

        RELATOS DO GP .

        Sou muito curioso e pretendo ser historiador do esporte .

        OBRIGADO BETISE , MINHAS LÁGRIMAS CORREM DE ALEGRIA AO

        SABER QUE UMA TALENTOSA E CARISMÁTICA ASSESSORA DE

        IMPRENSA ESTAVA AO LADO DO MELHOR PILOTO DE TODOS OS

        TEMPOS A BORDO DE UM WILLIAMS RENAULT .

        Abraços .

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  26. Betise Assumpcao Head says :

    Li este livro e gostei bastante. Mas não acredito que Ayrton voltaria a correr na McLaren. Ele saiu de lea muito magoado com o Ron que, inclusive, não o cumprimentou dentro do hotel onde ambos estavam no fim de semana da morte do Ayrton. ele não entendeu. Ayrton corria pra ganhar. SE McLaren construisse um carro competitivo, ele voltaria. Ayrton foi pra Williams achando que iria ter um carro vencedor. Seus planos era vencer mais uns 2 ou 3 titulos mundias e se aposentar na Ferrari

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    • Marcelo says :

      Interessante !!!

      Betise espero não invadir sua privacidade pelo excesso de curiosidade .

      Outras perguntas cheias de curiosidade :

      Neste vídeo :

      http://www.dailymotion.com/video/x9pd55_the-last-days-of-ayrtonsenna_sport

      em um determinado trecho do vídeo , Ayrton vai a torre de

      controle acompanhando por IAN HARISSON TEM MANAGER

      ( VOCÊ É AQUELA SENHORA QUE ESTA LOGO ATRAS ) ?

      Porque a FIA chamou Ayrton ?

      IAN HARISSON FOI A PORTA VOZ DA EQUIPE WILLIAMS AO LADO DE

      SENNA NAQUELE FIM DE SEMANA ?

      Por onde anda o fotógrafo NORIO KOIKE ?

      AS FOTOS TIRADAS PELO MESMO NÃO É DE CONHECIMENTO PUBLICO?

      É UM ARQUIVO PESSOAL DE FAMÍLIA DE AYRTON ?

      Porque o caixão de Senna veio trancado e sem vidro ?

      Era devido os ferimentos da cabeça ?

      Betise , você tomou conhecimento de um artigo publicado

      pela revista AUTOSPORT ?

      Veja abaixo :

      http://bbs.hupu.com/fyt-f1

      Senna: the team manager’s story

      AUTOSPORT begins this week’s commemoration of the 20th anniversary of

      Ayrton Senna’s death with the memories of IAN HARRISON, then team

      manager at Williams

      “Ayrton Senna is joining Williams…”

      I have to say that even though I was the team manager at the time, I had a

      certain feeling of trepidation when I heard this news. It was pretty daunting,

      because he was Ayrton Senna… he was coming with a little bit of a reputation.

      I suppose we thought he might be difficult to work with – all of the top drivers

      were demanding, but it was something we’d got used to. We’d had Nigel

      Mansell and Alain Prost at the team, but nobody quite knew what Ayrton

      would be like. Still, we were professional and we knew what we were doing.

      I first met him at Williams’s factory over the winter, probably at the start of

      1994. He popped in for five minutes to say hello and he was quite quiet and

      extremely polite. That was the thing that immediately struck me about him. He

      was very calm. He was direct and matter-of-fact. You could see he was trying

      to weigh the place up because we were different to McLaren, where he’d

      been for six years. McLaren had been moulded around him and he had to

      start that process all over again with us, but we were determined to make him

      feel as welcome as possible.

      The relationship was very new at the first race and, after first practice, we

      were in the debrief room looking at the time sheets. Ayrton’s race engineer,

      David Brown, said something like, “Bloody Senna is always there or

      thereabouts isn’t he?” to no one in particular. Ayrton, who was sitting next to

      him, just looked sideways with an enquiring look. David turned the colour of a

      beetroot. “Sorry mate, force of habit,” he said. There was a good atmosphere

      about the place.

      Although things hadn’t been going well over the start of the season, there was

      no panic from Ayrton himself. He was calm and determined to help the team

      get to the root of any problems we had with the car. He got his head down,

      worked with the team and was pulling us in the right direction. He was

      prepared to work – and to work hard. He wasn’t jumping up and down when

      things weren’t going right.

      After he spun off in Interlagos chasing Schumacher, he came back into the

      garage where I was with David Brown. He apologised for going off and said

      that it wouldn’t happen again. I think that really summed up the bloke.

      Still, working at Williams, the pressure was always on. And after two non-

      finishes in the first two races of 1994, it was really on. There wasn’t a ‘let’s

      wait and see’ attitude. Things had to change and we were pushing hard. It

      had become clear that something was not right with the pace of the car Ayrton

      Senna and Damon Hill had, and the engineers were trying to figure out what it

      was. It was down to the powers that be, Adrian Newey and Patrick Head, to

      sort it out and they’d identified that there was something amiss and that it was

      an aerodynamic issue of some kind. There was a frustration and we were

      wondering why the car wasn’t quicker because, by rights, it should’ve been.

      It wasn’t that the car lacked outright pace. Ayrton had put the thing on pole for

      the first two races, but it was a struggle when the green light came on; we

      didn’t seem to have race pace and Ayrton had retired from the opening two

      grands prix of the season. We’d only had one podium with Damon Hill, but

      Williams weren’t the sort of team who panicked. We started going through

      everything properly and methodically and we’d put some upgrades on the car

      for the race in Italy. By the time we got to Imola that weekend, everybody was

      gagging for a result.

      Qualifying on Friday went well for us. Senna went out and did 1m21.5s, which

      was half a second faster than Michael Schumacher’s Benetton; Damon was

      seventh. Apart from a spin by Damon, I can’t remember any huge dramas for

      our team, but that wasn’t the case everywhere. Rubens Barrichello had a

      major off at Variante Bassa and was knocked unconscious. It was a big

      accident but he survived it and things carried on as usual.

      Then we got to Saturday qualifying and Roland Ratzenberger’s accident. It

      was 20 minutes into the final session of the day and Ayrton hadn’t even gone

      out to do a time by that stage. Damon had done some laps and was second

      fastest in the session, which was enough to put him fourth on the grid. Then

      there was a red flag and the news began to filter back to us that Roland’s

      accident had been a big one.

      Ayrton went to see for himself what had happened in Ratzenberger’s accident

      and he also went to the medical centre afterwards. You might think that this

      was an unusual reaction, but he was a humane guy. I didn’t think Ayrton’s

      actions in going to the scene of the crash were strange at the time because

      he was the man in motor racing. He was the top man. He was a bloke who

      was passionate about motor racing and Formula 1.

      He was interested in the sport and he wanted to know what was going on with

      everybody. He was wrapped up in it and this was one of his ways of showing

      it. Ayrton was always up front with everything and he wasn’t a bloke who shied

      away from saying what he thought, which for me was great. I think going to

      the scene and then to the medical centre was just his way of dealing with it.

      He was interested in safety and deeply concerned with humanity. He had a

      thing about that.

      One thing that struck me about Senna’s reaction, though, was that we didn’t

      really know him – we didn’t know him at all. The relationship was just

      beginning to get there. It was starting to get to the stage where if he wanted

      something, he would just come and ask me.

      I remember before Imola, Frank Williams had asked me how it was going with

      Ayrton and I said that the bloke was fine but that I wished he would just come

      and speak to me if he wanted something. That was what I was there for.

      During the early part of the season, his manager would come and speak to us

      if there was something Ayrton wanted but for it to have worked properly, I

      knew that we needed to build up that personal relationship with him so we

      could give him what he wanted. Well Frank must have had a word in his ear

      because during that weekend at Imola, he was different. He was asking me

      “Can we get this?” and “Can we do that?” It wasn’t a problem.

      I remember that after the Ratzenberger accident, Charlie Moody, who was the

      team manager at Simtek at the time, came to see Adrian. I remember it like it

      was yesterday. We were sat in our awning and I just think he needed

      someone to talk to. I remember going back to our garage afterwards and

      thinking, ‘Christ, what on earth must this poor bloke be going through?’

      We didn’t take part in the second part of qualifying after the red flag.

      Schumacher had improved his time but it wasn’t enough to take pole position

      away from Ayrton, while Damon was on the second row. We had a shock on

      that Saturday with the accident, but the Williams team were a bunch of

      professionals and they just put their heads down and got on with the job. It’s

      just the way the team were – there was still a race to prepare for. F1 was a lot

      less complicated in those days and it’s quite amusing to think back now about

      how we used to prepare. On the Sunday morning, we would cycle through a

      programme that isn’t a patch on modern racing. It was almost like, ‘Off we go,

      here we are chaps, let’s go motor racing!’

      Damon, Ayrton and myself went to the drivers’ briefing in race control and

      then straight after that we went into an engineering meeting. Engineering was

      the core of Williams; that’s what made it what it was. I went through the rules –

      just the petty stuff like ‘watch the pitlane entry’, ‘don’t go over this line or that

      line’ and things like that. It was easier back then because there weren’t nearly

      as many rules in Formula 1 at that stage as there are today. We went through

      the warm-up session and, again, Ayrton was first and Damon second. It was

      all going well.

      In the build-up to the race, we did practice pitstops because it was the first

      year of refuelling. While the guys were doing that, me, David Brown and John

      Russell, the engineers, sat down and worked out the final calculations for the

      fuel stops. It wasn’t like today where you can press a button on a computer

      and it works it out for you. We had to look at the fuel usage from qualifying

      and from the warm-up and then we were looking to see what other factors

      we’d have to take into account at Imola. We thought about whether the guys

      would have to turn up their mixture at any stage, what the weather was likely

      to do and things like that. Ayrton and Damon were involved in the decisions

      too, and we came to a conclusion that we were all happy with.

      I had these little cards printed up, and I wrote down what laps the pitstop

      window would be on and then I went around and handed one to every

      member of the pit crew so there could be no confusion. The cards also said

      what fuel loads Ayrton and Damon wanted in their cars. Finally, before the

      race, we had a strategy meeting so that everybody knew exactly what was

      going on. Whenever you do that, you have to build in a degree of flexibility in

      case something happens or something changes during the race but that was

      all agreed. All I remember was that it was a pretty flat-out build-up to the start.

      Race days were always a blur and it was usually a rush to get my overalls on

      at the start because I’d be working right up until the last minute.

      I remember one of the things the paddock was getting obsessed with at the

      time was Schumacher’s Benetton and its electronics. There was all sorts of

      paddock gossip about traction control, which seemed to be the norm at the

      time. Ayrton himself was convinced that there was something different about

      Schumacher’s car. I know that because I’d gone to meet him after his first-

      corner accident at Aida in Japan and we walked back to the pits together.

      Senna was still on a suspended ban after decking Eddie Irvine after the race

      at Suzuka the year before, so I thought I’d better go and find him after the

      Aida crash to make sure nothing else kicked off.

      When I got to him, he was walking back and he was very calm. We stopped

      for two minutes to watch in the infield section. Ayrton said to me that he

      thought there was something different about Michael’s car. Whether there was

      or not I don’t know, but Ayrton was utterly sure that there was. On race

      morning at Imola, I got Richard West, who was the commercial manager of

      Williams, to get a video camera and go up onto the roof of the garages to

      record Schumacher’s start to see if he left thick black lines on the Tarmac, like

      you’d expect.

      Everyone was pretty matter-of-fact about the weekend. Ratzenberger’s

      accident had already cast a dark gloom over the paddock, and then there was

      another huge accident at the start when JJ Lehto, who’d qualified fifth, stalled

      on the grid and Pedro Lamy’s Lotus smashed into the back of him. Bits flew

      into the grandstands, people were hurt and there was crap flying everywhere.

      I turned to someone in the garage and said that I thought the whole weekend

      was getting a bit like chariot racing. It was just ‘wham, bam!’ Things were

      happening everywhere.

      I was the lollipop man that day, like I always was. Ultimately, we had all the top

      crew at Williams and it just fell to me to do that particular job. I didn’t mind – I

      wanted to do it. I was the last of the old school and it meant I was responsible

      for releasing my car back into the race, with no pitlane speed limit in those

      days, which suited me fine.

      Besides, there was John Russell, Patrick Head, David Brown and Adrian

      Newey up on the pitwall. What the hell was I going to do up there apart from

      point out the bloody obvious? They were the top men in their field at that time,

      so I ran the pitlane side of it. That way I could make sure that the fuel was

      right, that we were ready to go, and that the pitstops went OK. Frank used to

      give us a hard time about not being fast enough in the pitstops, so I

      concentrated a lot on trying to improve that aspect of the team. It was crucial.

      Not to the level it is now, but it was vital.

      After the shunt at the start, the safety car came out. It had been in the

      rulebook for 12 months and had only been used twice before, so the whole

      scenario was new to everyone and threw a spanner in the works as far as fuel

      calculations for the race were concerned. We had to think on our feet a bit

      but not for long, because the race restarted after five laps. I was in the garage

      watching on the monitor. Senna held the lead from Schumacher for a lap until

      he got to Tamburello on lap seven.

      We saw the TV pictures… actually the only live TV picture I saw was one

      where the car disappears behind a wall. I couldn’t see it properly because it

      was a shot looking back from Tosa. I couldn’t see the actual impact but I could

      see the shit flying up and all the rest of it. Then there was another camera

      shot of the crash and I immediately thought, ‘That was a big one.’ There’d

      been some big crashes at that corner before, like Nelson Piquet in 1987 and

      Gerhard Berger’s Ferrari in 1989. Those drivers had walked away.

      I remember looking at it and after probably about 10 seconds I just started

      saying, “Move, move.” We’d seen Ayrton twitch inside the car and that

      represented movement. So there was hope. Initially. Then there was nothing.

      It just stopped. It became obvious that there was a bit of an issue but nobody

      knew how serious it was.

      They stopped the grand prix and I went up to race control. I walked the length

      of the pitlane from where we were based in the middle of the pits, because we

      were the world champions and we had the biggest garage. As I walked, I

      started to register that it didn’t look very good and one of the guys from

      Arrows, I think it was, patted me on the back as I went past. I didn’t

      acknowledge it at the time but that made me think. I was beginning to realise

      that this could be really serious.

      I got to the officials’ office and it was a scene of controlled panic. The officials

      could see that there was something big unfolding. There was loads of talk

      going on in garbled Italian; people were speaking at 100mph and it certainly

      wasn’t as organised as it is now. It was all a bit different at Imola. No

      disrespect to the guys there, but this was a massive incident and there was

      total pandemonium.

      I was up there with a radio in communication with the team, because Damon

      had gridded up ready for the restart and the crew needed to know what was

      going on. After a few minutes in race control Bernie Ecclestone turned up and

      started organising it. He was talking to everyone, sorting things out. He

      became the focal point of the whole thing. He turned around to me as it was

      all getting a bit fraught and said, “What are you doing here?” I told him that I’d

      come to see what was happening with my driver and he just turned around

      and carried on with what he was doing. He was organising it and I hope he

      thought ‘fair enough’ and didn’t answer me. He left me there, which was fine.

      A couple of unofficial reports came through that Ayrton had a broken shoulder

      and that he had been knocked out, something along those lines. It came from

      someone in the control tower who could speak English. Once I had heard that,

      I decided to go back to the team because I needed to go and tell Frank what

      was happening. I told him that although I’d heard it third-hand, the report was

      that Ayrton was basically OK.

      In the meantime, Patrick and Adrian had been getting on with checking the

      remote data, trying to see what had happened because, by this time, there

      was a picture of the steering column sitting on the sidepod of Ayrton’s car.

      They quite rightly went through the data and told Damon that they couldn’t

      see anything fundamentally wrong with his car.

      Eventually, Ayrton’s car came back to the garages. The officials impounded it,

      but somebody, and I don’t know who it was, insisted that we could pull the

      data off the car – or at least get what we could because it was all smashed up

      on that side. We were able to get some data from it; it wasn’t a massive

      amount, but it was enough from what I understand, and Damon decided to

      continue in the second part of the race. A big man’s decision.

      I went back up to the organiser’s office but I can’t really remember anything

      about the race from that point onwards. I spent most of the time in race

      control trying to find out from the people there what was going on. I knew by

      that stage that Ayrton had been taken off in a helicopter, obviously, but

      everybody was hoping for the best. We thought he might have been a bit

      smashed up, but that was the extent of it.

      After a while in race control, I was called into a little side room where there

      was this Italian lawyer who spoke really good English. He told me what the

      situation was. He told me that Ayrton had died in hospital.

      In Italy they treat it as a road traffic accident and so all of a sudden I was the

      ‘responsible’ person in the eyes of the law… I had to sign a load of papers…

      the lawyer was very good and he went through it all with me. It was a total

      blur… I had to go and get my passport, which they then took off me.

      Eventually, they gave it back and they were OK with everything. The people at

      the track were good but it took a while to go through the whole process.

      By the time I got back down to the garage, the flyaway Williams crew had

      gone home and it was just me and the truckies left, packing the things away. I

      went in to see [Ecclestone’s Austrian caterer] Karl-Heinz Zimmermann as he

      was in the next bit of the paddock to me and we were quite pally because I

      could speak the lingo.

      He was in his little unit, very upset, but having a schnapps while he was at it.

      He’s a proper bloke. He kept saying to me, “Come on Ian, you’ve got to have

      a drink.” I remember saying that I shouldn’t because the boys were still there

      packing up and I really needed to be there supporting them. I had to make

      sure they were alright and I guess I was on autopilot.

      We’d been staying in Faenza and the people at the hotel had been great. I

      managed to book the remaining crew back into a hotel in Imola overnight

      rather than go to the airport, which was no easy task in the days before

      proper mobile phones and internet access. We’d all missed our flights, what

      with the delay. I guess there were about six of us, and we went out for a pizza.

      When I got back to the hotel, I managed to get hold of Ann Bradshaw, who

      was Williams’ PR. She was at the airport and she told me that they’d managed

      to find a side room for the crew to get them out of the way of the press and

      everything and that the guys had got back to the UK without a problem.

      Early the next morning I got a call from one of the lawyers to say he was

      coming to pick me up and take me to the mortuary. I’m still not sure why they

      needed me to go, but I did what they said. When I arrived, Senna’s manager

      Julian Jakobi was there as well as the guy from Senna’s sponsor, Varig

      Airlines. It became clear that they were organising everything and it was all

      under control. The people at the mortuary asked if I’d like to see Senna, but I

      said no… I squared everything with Julian. I took a taxi back to the airport.

      Finally, I got on the flight home.

      I got back to Heathrow and nobody was there. Normally there would be

      someone to collect you but there wasn’t so I got a cab from Heathrow to

      Didcot. It was hugely expensive. I got in and the driver was a typical good old

      London cabbie. He looked at my kit and saw I was from Williams. He said,

      “Hey mate, bit of a shit weekend.” I just automatically responded, “Yeah, yeah,

      it was,” and he told me that he had the daily newspapers in the cab if I

      wanted to read them. So I sat and read the newspaper reports on the way

      back to the factory. I was just thinking that the whole situation was so sad. So

      utterly sad.

      When I got back to the factory on Basil Hill Road in Didcot, it was amazing.

      There were about 200 people there and this was about 4pm. The front gates

      were just covered in flowers. I’d never seen anything like it. I actually had to

      get out of the cab to move all the flowers so that the security man could open

      the gates to let me in. Luckily no one knew who I was.

      I got into the factory and there was no one there except Patrick Head.

      Normally everyone would be in getting ready for the next race, but the place

      was virtually shut down. Although I was still on autopilot, it started to hit home

      when I went to the deserted factory.

      It was a bit strange. Up until then, I’d just been doing my job, and then I

      started to come out of that mode. Patrick asked how it had gone after the

      team left and I told him everything was sorted out. It wasn’t until I got home

      and my wife and kids came to meet me at the front door that I just fell apart. I

      absolutely lost it big time.

      Then we were into work at 8.30am the next day. Peter Goodman, who was

      our company lawyer, came in and took statements from everybody about

      what they could remember from the weekend. The company offered

      everybody counselling but not one person took it. The T-car and Damon’s car

      arrived back on Tuesday and by the Wednesday morning, everyone was back

      in and we got on with getting ready for the next race.

      By Thursday night, the team had run tests on the rig at Williams and tried to

      replicate Ayrton’s accident from the data they’d been able to get from his car.

      They tried to simulate a mechanical failure and, from my understanding,

      couldn’t get it to look the same as the data taken off the car.

      I’m adamant it happened because it was one of the first times a safety car had

      been used; the tyre pressures were low, the car was running low anyway and

      it was full of fuel. If you looked at the in-car footage from Schumacher’s

      Benetton you could see the car was bottoming out really badly from the

      restart. It was probably a combination of all those things that caused the

      shunt. I’m not an engineer but I think the thing bottomed out and Ayrton lost

      the front end.

      After Imola, we went to Monaco with just one car. Nobody, and I mean

      nobody, wanted to be there. Of any race that you’ve got to do after what had

      just happened, we had to go to bloody Monaco – the most difficult one

      logistically on the calendar. The team had to schlep 10 tonnes of kit up to the

      garages each morning and 10 tonnes back in the evening. What an awful set-

      up.
      On the Friday, Karl Wendlinger went into the end of the barrier and hurt

      himself badly. To a man, the Williams crew all went and had dinner with the

      Sauber guys – and we did it quite deliberately I suppose. We sat in their

      awning and tried to make conversation and support them because of what

      we’d been through two weeks before. That was Williams and that’s the kind of

      people they had. It was a nice gesture.

      The whole atmosphere of the place was down. I remember at the drivers’

      briefing that people were talking about the start and the first corner and the

      likelihood of an accident there. I sort of lost it a bit. I said we should start the

      race under a safety car because they were concerned about accidents at Ste

      Devote. I remember Gerhard Berger saying no and we had what you might

      call ‘a full and frank discussion’ about it. Looking back, I think it was just the

      emotion coming out.

      Damon put the car off on the first lap with broken front suspension after a

      clash with Mika Häkkinen’s McLaren. The mechanics packed up straight away

      and I sat back in the motorhome, having a beer with Patrick Head and the

      engineers. We weren’t watching the race. I remember Patrick just turning

      round and saying, “Bloody hell, these things are noisy.” None of us wanted to

      be there. It was a hard weekend to get through and Damon going out early

      wasn’t such a bad thing.

      When we got to Barcelona, the fifth race of the year, we were back up to full

      strength and David Coulthard was in the second car. It was an incredible race

      and Damon won. Schumacher had been stuck in fifth gear for most of the

      race and even then you could see the bloke was going to be special – but we

      didn’t care. We’d won. Williams had finished first and that was the race that

      got the momentum going. After that, we really started to compete. It was a

      massive result for us.

      I’ve actually got a Renault video that was taken from just over the other side of

      the pitwall. As Damon’s car crosses the line, there’s a shot of me, Adrian

      Newey, John Russell and David Brown. In it, you can see that Adrian and I just

      fall apart with the emotion of it all – although Adrian recovered a lot quicker

      than I did, I have to say. I had to go on the podium with Damon to collect the

      winning constructors’ trophy. It was one of the great privileges as team

      manager at Williams that I had to go and do it. I had my Ray-Bans on because

      I was a mess. I didn’t want people to see what a state I was in.

      I just kept feeling that we were back and the car was better. It felt like we’d

      seen the light at the end of an awful tunnel. After I’d climbed on the podium

      and got the trophy, I returned to the team, went straight out to the back of the

      garage and just bawled my eyes out. It got to the stage where some of the

      boys were telling me to get a grip and toughen up, but after all we’d been

      through I just couldn’t help it.

      It’s funny how the emotion of that day comes back to me when I see a crash

      in Formula 1. It really makes me wince, and just takes me straight back to that

      weekend at Imola. With Ayrton, we were just beginning to understand him,

      beginning to see how hard he worked and how determined he was. I’m totally

      convinced that if he hadn’t been killed that weekend, he would’ve won the

      1994 world championship.

      Like I said, it was just so utterly sad. And do you know one of the biggest

      regrets I have? We didn’t really have time to get to know Ayrton Senna at all.

      Ian Harrison was talking to Matt James

      Abraços .

      Like

  27. Luiz Cruz says :

    Parabéns Betise
    Pela iniciativa e coragem de divulgar e elucidar fatos que permaneceram obscuros para nós brasileiros durante anos, com certeza Senna sabia dos riscos que envolviam sua profissão e das consequências ao assumir correr tendo em vista que após a retirada dos componentes eletrônicos os carros estavam instáveis para aquela temporada e o próprio Ayrton atestou aquilo ao mencionar que sua Willians era inguiavel, porém seu estilo competitivo e corajoso fizeram com que aceitasse o desafio pois levar a bandeira brasileira ao topo do pódio era sua meta, me considero ser extremamente admirador da carreira e dos feitos e de ter achado sua morte um golpe duro contra um pais que se debruçou sobre a sua própria dor, sempre o considerei um “herói” no sentido da dedicação e comprometimento, pois na realidade todos nós ao nos levantar e se comprometer com a vida e a tornar o mundo melhor somos heróis em potencial mesmo que tenhamos que lidar com incertezas, negativas e inseguranças.
    A minha grande duvida é sobre como estaria Senna hoje, após anos de aposentadoria mas esta é uma duvida que infelizmente nunca saberemos.

    Abraços,

    Luiz.

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  1. Senna | World of Motorsport - May 1, 2014

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